quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

A única água que me mata a sede 
é a que escorre no teu rosto.
Chora, que venha um rio, mar, 
um oceano de dores salgadas. 
E cada dor, por mais profunda e sombria que seja, 
melhor me fará. 
Quero tomar o gosto das tuas desventuras
e saborear, gota a gota,
toda a angústia que expeles.
Alimenta-me.
Nesse triste lamento serei feliz.
Então chora,
e beberei, da tua face,
um resquício da minha dor.

Nada mais tens para me dar.

Sem comentários:

Enviar um comentário