sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Diz o meu nome

Odeio quando me chamas. O meu nome é comum, de uma banalidade igual à das pessoas que o dizem. Mas quando ele sai da tua boca agarra-me, prende-me, enfeitiça-me e conquista-me. O meu nome vira teu e eu viro a tua voz. Quando me chamas eu olho-te, escuto-te, respondo-te e quando dei por mim, parei de viver. Arrependo-me de te ter dito o meu nome, maldito dia! Agora desespero por te ouvir, por o ouvir, por o dizeres. E toda a vez que o disseres eu estarei presente. Então grita, berra este meu nome que também é teu. Chama-me à chuva. na tristeza, à luz da lua e no amor. Chama-me e viverei em ti. Por onde andas que não me oiço? Onde estou que não te encontro...

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