quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Aprender a amar

"O beijo perfeito ainda vivia nos lábios de Dhora. Podiam passar semanas, meses ou anos, mas a pequena obra de arte chamada de amor estava lá, digna de ser elogiada.Todas as noites Dhora olhava um céu mais ou menos estrelado e dançava com a obra de arte que trazia no seu peito. Amar é a primeira maravilha do mundo e quem disser o contrário é porque nunca conseguiu observar o amor, sentir aquela mistura de sentimentos devastadores capazes de dar a conhecer a instabilidade emocional de um coração. Amar é dar tudo e achar que o tudo é nada. Amar é buscar a perfeição dentro de um peito e gostar da imperfeição de um corpo que nos completa. Dhora via Robert como um ser perfeito dentro de um coração despedaçado. Mas ela sabia que se alguém podia dar-lhe vida era ela, e estava disposta a reanimá-lo, dando-lhe todas as razões do mundo para ser feliz. Passaram-se 3 semanas de pensamentos, desejos, gemidos abafados e gritos silenciosos. Perdeu a conta à quantidade de vezes que o chamou, que escreveu o seu nome no canto dos seus livros e se declarou em linhas quadriculares de cadernos escolares. Ela estava a aprender a amar na escola da vida, onde nem sempre se passa à primeira, onde nem sempre o sucesso nos ensina. Se sofrer é condição para ter aproveitamento, Dhora estava disposta a sofrer, a chorar, a arregaçar as mangas e gesticular bem alto para que todos vissem o seu sufocar em desejo. O peito batia descompassado e aquela arritmia tirava-lhe o ar - Merda, como te amo, Robert. Como me tens sem querer, sem saberes e sem aproveitares. Vem, beija-me, dá-me um beijo que eu entrego-te o meu mundo, a minha chave, o meu amor. Tranca-me com todo o teu amor, engole a chave do meu peito e jura que não mais a tirarás de dentro de ti. Guarda-a no teu coração. És a minha chave - E o céu negro todas as noites trazia estrelas, luas e sonhos. Dhora já não sabia viver sem ele."

imagem: google

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