sexta-feira, 25 de julho de 2014

Só te sei sentir

Passaram anos, histórias, amor e desamor por nós. O sol nasceu, pôs-se, brilhou e escondeu-se dias sem fim. O mundo girou lentamente, mas o calendário mostrou o quão lentos fomos a viver em desencontro. Uma imensidão de vida separa-nos, mas um enorme laço nos une. Não te sei explicar o que é isto que sinto, mas sei que se tentasse explicar não irias perceber. Não perceberias porque só assim, sem palavras certas e precisas nos entendemos. Há coisas que não se explicam, apenas se sentem e eu só o senti contigo (apenas tu, juro que não te escolhi). Ensinaste-me isso com o tempo, o mesmo que me fez viver um mundo e manter-te cá dentro. Gosto de falar contigo, mesmo sem saber o que te dizer. Adoro ler o teu nome, reencontrar-me na tua lembrança. És a paz que trago em mim, a segurança que me deste. E em longo silêncio termino, sem conseguir explicar o que és. Porque escrevo? Talvez para recordar-te. Sim, foi por isso, o teu nome paira na minha mente e sinto-me nostalgicamente vivo. Onde quer que estejas, o teu pôr do sol será igual ao meu.
Obrigado por seres o que só nós dois sabemos. Sei que sabes, ainda que só te saiba sentir.

(e sentir-te presente vale por mil textos)

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