quarta-feira, 30 de julho de 2014

O primeiro concerto

Parece que foi ontem e já lá vão quatro anos. A música, o palco, o entusiasmo do público e tu. O fado, tão português, tão nosso, invadia o ambiente com a sua dor, com aquela palavra sentida e a saudade de algo que muitas vezes se tem. Mas naquele preciso momento senti-me sedento de ti e nenhum verso por mais perfeito que fosse conseguia dizer-te o que vinha cá dentro. Eras linda, a personificação de todas as musas que categoricamente se ouviam cantar. As violas envergonhavam-se perante ti e a voz da fadista, por mais esplendorosa que fosse, seria sempre tímida ao teu lado. Quando me falavas eu juro que tudo mais era silêncio e bastava um olhar para o meu coração desafinar, esquecer as letras e a saudade. O fado cantava o que sentia por ti, a simbiose perfeita entre o querer e o não ter. No espírito carregado de sentimento deste-me a mão e um amor. Ali nascemos. O meu fado és tu.


Aos meus amigos, Durval e Matilde!

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