quarta-feira, 23 de julho de 2014

A rua

Sentei-me nos degraus da rua só para te ver passar. Sei que não querias perceber o que ali fazia, muito menos saber quem sou, mas tinha vindo para ouvir os teus passos, para sentir o teu perfume e ver o teu sol. Se esta rua tem nome, de certeza que é o teu. Degrau a degrau vou suspirando por ti, por entre a calçada irregular e a rua estreita sigo os teus passos. Por onde vais, onde me levas? Não sei, mas vou contigo. No fim saberemos onde estamos, talvez consigamos dizer quem somos. Contigo nunca me sinto perdido. Esta rua é tua e não saberia viver noutro lugar.

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