quarta-feira, 18 de junho de 2014

Pequeno desabafo de uma mulher que ama

O que dói não é amar-te, mas sim não poder dizê-lo. A dor vem de te ver com ela, todos os dias, nos mesmos caminhos que a vida nos deu. Não sou ela, nãos és meu, não sou mais eu. A mão que a agarra firmemente, largou-me, deixou-me para trás sem nada mais querer. A boca que a beija esqueceu o meu sabor e a voz que lhe fala... ainda a oiço dizer o meu nome. Doce delírio. Ela fecha os olhos quando a abraças e eu dava tudo para poder fechar os meus cada vez que te vejo. Mas quando os fecho sonho-te, imagino-te, recordo-te e não saio do mesmo. Não sais de mim, mesmo sabendo que estarás dentro dela...
Controlo a tempestade emocional que me consome e falo para o meu interior: Tudo vai ficar bem, rapariga. És forte, limpa as lágrimas e levanta a cabeça. O que és ninguém será, mesmo que alguém ocupe o que já foste.

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