segunda-feira, 9 de junho de 2014

Contigo eu existo, longe de tudo, tão perto de ti

Contigo eu existo, longe de tudo, tão perto de ti. Não sei dizer o porquê de me sentir tão estranho e tão bem. Não sei o que existe entre nós dois, mas que se sente, lá isso sente-se. A tua leveza preenche-me o peito, não deixando espaço para nada mais além de ti. Quando te meto a mão sobre o ombro, por trás das costas, sinto-me teu, lado a lado, caminhando na mesma estrada, fitando o mesmo horizonte. Os meus passos sincronizam-se com os teus, o teu pé esquerdo é o meu direito, o teu direito o meu pé esquerdo. Somos duas metades encaixadas numa alma. O destino vira presente. Quando falas, tudo é diferente, oiço-te com o coração e ele armazena cada palavra. O meu corpo, dormente, fervilha quando chegas, explodindo todos os meus sentidos quando me vives. À nossa volta, ao nosso passar, tudo perde cor. És cintilante como as estrelas, és luz imensa, como um raio de sol. O que somos? Não sei, não consigo explicar. O que sou contigo? Sou eu, como há muito não sentia, talvez como nunca fui. 
E tudo é diferente quando encaixa, quando completa e satisfaz. O que é isto que sentimos? Não sei, talvez possa ser amor.

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