terça-feira, 29 de abril de 2014

Pisar nuvens é andar no céu

Estou deitado na cama e olho para o tecto. Imagino o futuro, o que vai ser de mim, o que vai ser de nós. Não te particularizo porque fazes parte de mim, estás em tudo o que sou e faço. Fecho os olhos e sinto a bestial sensação de estar apaixonado. Só quem está ou já esteve sabe do que falo. O céu vira chão e o sonho realidade. Amar-te trouxe-me o lado de lá da vida, que os adultos omitem e o mentecapto escritor apregoa. Eu e tu somos duas crianças a correr pela estrada da vida, onde a única certeza que temos é a de andar sempre na mesma direcção, em frente, de mão dada. Tudo o resto é uma incógnita. Tudo o resto é incerto, menos nós. Sei que um dia, velhotes, já não correremos estrada fora. Mas, orgulhosamente, estaremos de mão dada, lado a lado, sabendo que chegámos ao fim do caminho. Tudo acabará como começou, ao teu lado. E não há nada melhor do que isso. Quem pode ter medo do caminho quando tem a companhia perfeita? E, diga-se, pisar nuvens é andar no céu...

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