sábado, 19 de abril de 2014

A Família: tudo o que somos (Um obrigado à minha)

Estamos na Páscoa, é Domingo e a mesa está cheia. Uma família perfeita, digo para mim mesmo enquanto observo à minha volta. Há conversas cruzadas, risos, piadas e uma contagiante confiança. Todos aqui se sentem confortáveis, genuínos, aceites e parte integrante de algo. A família é tudo isto que eu vejo. É este texto e tudo o resto que ficou do lado de fora, que os meus olhos vêem mas as palavras não alcançam. Não importa quantos se juntam à mesa, importa sim que, muitos ou poucos, consigam ser aquilo que são e não aquilo que devem ser.
Todas as famílias têm o mais rico e o mais pobre, o mais gordo e o mais magro, o mais esperto, o mais inteligente e aquele que não troca a preguiça por nada deste mundo. Mas para elas não há destrinça, todos se sentam à mesma mesa, bebem o mesmo vinho e comem o mesmo pão. Todos os familiares são iguais, um dos nossos, sangue do nosso sangue. Todas as famílias perderam elementos, pessoas, partes integrantes que a ajudaram a erguer e construir. Toda a família tem problemas, desavenças, preocupações e assuntos delicados. Faz parte da vida, faz parte da família e faz parte do Homem. E quando estamos à mesa, nós sabemos disso tudo, respeitamos as amarguras mas enfrentamos as adversidades juntos. Porque uma família é isso: união. Família é o remar para o mesmo lado. Numa verdadeira família, quando um está mal não estão todos mal, mas sim prontos a reerguerem um dos seus. Quando um chora, todos podem chorar, mas sentem o dever de sorrir e mostrar que a luz está lá, ainda que distante.
Uma família é uma instituição. Uma instituição que não precisa de grandes nomes, de morada ou número de identificação fiscal. Uma família precisa de pessoas que se amam, identificam e respeitam. Para existir uma família, basta que exista amor. Tudo o resto a família trata de construir e alcançar.

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